Cada vez mais usados no aprendizado corporativo, essas duas estratégias se parecem, mas não são a mesma coisa. Saiba mais: 
 
Quando o assunto é e-Learning, discute-se muito a dificuldade de estimular as pessoas das organizações a se engajarem nos treinamentos de uma maneira efetiva. Sobretudo para as gerações mais novas, é um desafio criar conteúdos que envolvam jovens acostumados a videogames extremamente realistas e ambientes virtuais altamente elaborados. 
 
A resposta a isso tem sido a gamificação e o aprendizado por jogos, capazes de transformar os temas mais áridos em diversão e – o mais importante – em retenção do conteúdo estudado. 
 
Mas, atenção, apesar de parecidos à primeira vista, as duas abordagens não são a mesma coisa. Veja aqui algumas diferenças importantes entre essas duas estratégias de aprendizado corporativo:
 
1- “Adversários”
 
Na gamificação, a empresa transforma a sua plataforma de treinamento em uma espécie de campeonato entre os treinandos. É uma estratégia que aplica a mecânica dos jogos a atividades do curso, sem que haja de fato um jogo envolvido. Todos participam, gerando um ambiente de competição na empresa.
 
O jogo instrucional é um formato de solução. O aluno realiza um curso que é formatado como um jogo de verdade, mas não compete com ninguém, interagindo sozinho com o conteúdo do jogo/curso.
 
2 – Reconhecimento 
 
A plataforma de gamificação atribui de maneira aberta para todos os participantes pontos e prêmios, gerando reconhecimento público, no âmbito do ambiente corporativo.
 
No jogo instrucional, apesar de estar fazendo um curso como se estivesse em um jogo, só o aluno conhece os sucessos e os insucessos do seu treinamento.
 
3 – Ranking 
 
Graças ao sistema de pontos e prêmios, a gamificação promove um ranking entre os alunos que participam do treinamento. Os melhores são reconhecidos dentro da companhia.
 
Já nos jogos instrucionais, o aluno não tem como se comparar com outros, apenas com sua própria performance em testes anteriores. 
 
4 – Aplicações
 
A gamificação é recomendada para situações em que a empresa precisa criar um forte componente motivacional entre as pessoas. Além de promover o engajamento, a gamificação favorece estratégias que impliquem mudanças de comportamento ou na cultura da organização.
 
Já o jogo instrucional é mais indicado para casos em que o conteúdo precisa ser apresentado ao aluno de uma forma mais inovadora ou estimulante. Um exemplo é a simulação de situações reais, onde o importante é avaliar a resposta do colaborador a casos concretos. O jogo instrucional favorece a recriação desses casos, ajudando a retenção da experiência. Outro exemplo é a utilização do jogo instrucional para apresentar aos colaboradores, de uma forma mais lúdica, conteúdos tidos como complexos, áridos ou maçantes ou para cursos que precisem ser repetidos com frequência. 
 
5 – Conceituação
 
Em resumo e numa abordagem rápida, na gamificação, o aluno treina jogando; no jogo instrucional, ele joga treinando. 
 
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